sábado, 19 de junho de 2010

Um ponto para a Disney

Pela primeira vez na vida tive vontade de ter um controle de PlayStation 2 no cinema.

Ao assistir Prince of Persia: The Sands of Time no cinema tive a sensação única de estar assistindo ao CG (Computação Gráfica) do jogo Prince of Persia numa tela de aproximadamente 14 metros de altura por 21 metros de largura. Indescritível.

Na história do filme o Prince tem nome, chama-se Dastan (Jake Gyllenhaal), e após uma invasão ao país visinho ele encontra uma adaga do tempo que deve ser protegida pela princesa Tamina (Gemma Arterton) e entregue aos Deuses para que não ocorra uma catástrofe.

O filme que estreou no Brasil dia 04 de Junho de 2010 chegou a arrecadar R$ 4 milhões ao levar mais de 400 mil pessoas ao cinema na primeira semana de exibição, ficando na frente de Fúria de Titãs (o que não deve ser uma surpresa para ninguém).

A Walt Disney Pictures acertou em quase tudo nesse filme. Os atores foram muito bem escolhidos. Jake Gyllenhaal ficou muito parecido com o personagem do jogo que deu origem ao filme, além de ter a Gemma Arterton, uma atriz linda que possui presença nas telas.

Em relação à direção, não tem o que falar de Mike Newell ao lembrarmo-nos de filmes marcantes que dirigiu como Quatro Casamentos e um Funeral (Four Weddings and a Funeral) e O Sorriso de Monalisa (Mona Lisa Smile).

Bons atores, boa direção, boa trilha, bom figurino, bom roteiro e, acima de tudo, excelente fotografia e edição. O filme é recheado de sequências onde a movimentação da câmera junto com a edição e fotografia deram um ar de jogo, justamente o tempero que o título precisava para agradar gregos e troianos.

O que diferencia esse de outros filmes feitos com estórias adaptadas de jogos é que Prince of Persia é, realmente, um filme adaptado de um jogo, trazendo aos espectadores toda a essência da mídia como no desenrola da estória e nos movimentos de câmera.