terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Twitto, logo existo

Acordo hoje com o celular tocando. Olho a temperatura pelo iPhone. Me visto e tomo café enquanto escuto meu iPod. Vou pro trabalho e no ônibus várias pessoas usam fones de ouvido.

Trabalho mais de oito horas na frente do computador e enquanto faço a minha pauta escuto música, fico de olho nos meu três celulares, twitto, leio noticias nos principais portais, discuto pelas redes sociais, leio as reações pelo facebook, visito o youtube, leio blogs interessantes, um momento, chegou mais e-mails.

Em pleno século XXI fazer apenas uma coisa é completamente impossível. O pc não pára nem os meus pensamentos.

Esse fenômeno não acontece somente comigo. A maioria dos jovens rendem muito mais no seu trabalho ou estudo quando estão fazendo outras coisas ao mesmo tempo: ouvindo música, ou se comunicando, ou lendo outros assuntos, ou fazendo tudo isso ao mesmo tempo.

Alguns estudiosos acredita que isso é prejudicial pois a facilidade de informação faz com que tudo precise ser rápido e quase que instantâneo para que continue existindo. Os jovens de hoje não sabem o que é ser paciente. Mas isso tudo é contraditório, afinal paciência já não existe há muito tempo. Não foram os jovens que excluiu isso do cotidiano, e sim a sociedade em geral. Ninguém quer ficar por fora e ninguém se cala. Essa é a verdade do momento.

O que interessa nisso tudo é onde iremos parar. Ou melhor, iremos parar? Não dá tempo. Impossível. Parar foi esquecido em épocas antigas junto com a paciência.

Parar é sinônimo de inexistência. Twitto, logo existo.

sábado, 20 de novembro de 2010

Irmãozinho chegando

Estrelinha acordou de madrugada com um grito da sua mãe. Será que o bicho-papão apareceu? Estrelinha sabia o feitiço certo para afastá-lo bem rapidinho: acender as luzes.

Ela correu para o quarto de seus pais se perguntando se o seu pai não sabia como afastar esse monstro assustador. Quando chegou viu sua mãe terminando de colocar um vestido com muita dificuldade e seu pai corria de um lado pra outro do quarto pegando carteira, chaves e resmungando alguma coisa.

-O seu irmãozinho tá chegando, querida. - disse sua mãe tentando manter a calma, mas seu rosto dizia ao contrário.

-Agora? Como ele é mal-educado! Ainda é de noite! Como ele quer vir para cá agora? - Estrelinha esta indignada.

Sua mãe deu outro grito e seu pai correu para a porta da casa.

Estrelinha não estava entendendo mais nada. Sua mãe não parava de gritar com expressão de quem acabou de levar um baita tombo de bicicleta e seu pai corria para a porta e voltava. Esse menino vai chegar agora? Quando a mamãe parece doente?

-Chegou! O táxi chegou! - seu pai gritou correndo para o rumo de sua mãe.

-Finalmente! Vou brigar com ele agora mesmo. Como irmã mais velha, devo dar uma lição nele por chegar aqui agora.

A avó de Estrelinha entrou em casa e abraçou a mãe de Estrelinha.

-Estrelinha, fique aqui com a vovó. Eu e a mamãe vamos pro hospital. Voltamos logo, ta?

Hospital? Como assim? Mamãe estava tão mal assim que o papai tinha que ir pro hospital com ela? E o irmãozinho? Não estava chegando?

Antes que Estrelinha pudesse perguntar alguma coisa a porta de casa já tinha se fechado e a vovó já havia mandado ela voltar a dormir.

Dormir... Sei... Como se ela fosse conseguir tal proeza nessas circunstancias.

Estelinha voltou para a sua cama com a cabeça mais confusa que quebra-cabeça desmontado e logo adormeceu.

sábado, 19 de junho de 2010

Um ponto para a Disney

Pela primeira vez na vida tive vontade de ter um controle de PlayStation 2 no cinema.

Ao assistir Prince of Persia: The Sands of Time no cinema tive a sensação única de estar assistindo ao CG (Computação Gráfica) do jogo Prince of Persia numa tela de aproximadamente 14 metros de altura por 21 metros de largura. Indescritível.

Na história do filme o Prince tem nome, chama-se Dastan (Jake Gyllenhaal), e após uma invasão ao país visinho ele encontra uma adaga do tempo que deve ser protegida pela princesa Tamina (Gemma Arterton) e entregue aos Deuses para que não ocorra uma catástrofe.

O filme que estreou no Brasil dia 04 de Junho de 2010 chegou a arrecadar R$ 4 milhões ao levar mais de 400 mil pessoas ao cinema na primeira semana de exibição, ficando na frente de Fúria de Titãs (o que não deve ser uma surpresa para ninguém).

A Walt Disney Pictures acertou em quase tudo nesse filme. Os atores foram muito bem escolhidos. Jake Gyllenhaal ficou muito parecido com o personagem do jogo que deu origem ao filme, além de ter a Gemma Arterton, uma atriz linda que possui presença nas telas.

Em relação à direção, não tem o que falar de Mike Newell ao lembrarmo-nos de filmes marcantes que dirigiu como Quatro Casamentos e um Funeral (Four Weddings and a Funeral) e O Sorriso de Monalisa (Mona Lisa Smile).

Bons atores, boa direção, boa trilha, bom figurino, bom roteiro e, acima de tudo, excelente fotografia e edição. O filme é recheado de sequências onde a movimentação da câmera junto com a edição e fotografia deram um ar de jogo, justamente o tempero que o título precisava para agradar gregos e troianos.

O que diferencia esse de outros filmes feitos com estórias adaptadas de jogos é que Prince of Persia é, realmente, um filme adaptado de um jogo, trazendo aos espectadores toda a essência da mídia como no desenrola da estória e nos movimentos de câmera.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Realidade e Fantasia no Cinema

Existe uma linha no cinema que separa o real do imaginário de forma bastante fantasiosa.

Ao assistir Nosferatu, de F. W. Murnau (1922), baseado no célebre romance Drácula de Bram Stoker, vemos um filme de horror representado teatralmente com uma pura dose de fantasia. Seu lançamento causou furor, tornando-se um dos ícones do chamado movimento cinematográfico do expressionismo alemão. Mas o cinema, como tudo no mundo, pede mudanças no decorrer dos anos. Depois de décadas os filmes de horror e suspense passaram a ser representados de forma mais real, mesmo sendo contos.

O ápice dos filmes desse gênero contendo representações mais realistas e menos teatral é Entrevista com o Vampiro (1994) baseado no livro da escritora Anne Rice, onde é possível ver um vampiro com todos os seus problemas pessoais sendo desvendados, o que torna-o mais real, mais humano. Louis, personagem principal, tenta de todas as maneiras continuar a ter sua essência humana, não sendo vencido pelo ser abominável que se tornou.

Um vampiro passou de monstro sem sentimentos para alguém racional, cheio de dor e conflitos internos.

No ano de 2008 nasceu um novo sinônimo para vampiro no cinema: Edward, personagem da famosa série de livros da autora Stephenie Meyer. Tanto nos livros Crepúsculo, Lua NovaEclipse e Amanhecer quanto nos filmes já lançados e em fase de gravação com os mesmos nomes, Edward é um vampiro que se apaixona por uma humana. A partir desse romance “proibido”, Edward passa a lutar contra sua essência vampiresca que deseja saciar a sua sede pelo o sangue da amada, pois para ele, Bella tem o sangue com o melhor aroma que já sentiu em toda sua existência de séculos, tornando-a uma tentação a mais. No decorrer da série, Edward consegue controlar sua vontade de mordê-la e continua com o seu romance acima das limitações que são impostas ao casal.

Os vampiros no cinema estão mudando. A maior característica dessa série criada por Stephenie Meyer é a evidente transição de filmes de vampiros para o gênero romance e drama. Antes o personagem fictício era somente visto como um assustador e perigoso vampiro, monstro imortal do folclore popular. Agora passa a ser visto como um maravilhoso vampiro, com todos os sentimentos humanos e incertos.

Acredito que a tendência do cinema é tornar os filmes algo real e possível de existir por mais fictício que seja. Assim, o público, mesmo sabendo que não passa de uma estória, começa a ter suas dúvidas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

No final do Arco-íris

Certa vez, Estrelinha leu em um livro que no final do arco-íris existe um pote de ouro deixado por duendes baixinhos, ruivos, barbudos e que usam roupas verdes.

Ela nunca entendeu porquê eles deixavam ouro no arco-íris se hoje em dia existem bancos para guardar todo o seu dinheiro, mas ela não tentava explicar demais coisas que lia em livros, pois sabia que eram verdade.

Naquele domingo, Estrelinha foi com os seus pais na casa de sua avó como sempre. Chegando lá, comeu o famoso bolo de chocolate e correu para o quintal da casa onde a sua parceira de investigações Lili estava lhe esperando para finalmente apanhar o Criminoso da Noite.

Mas Estrelinha estava pensando em outra coisa naquele dia. Se ela conseguisse o ouro dos duendes sua mãe, sem dúvidas, ficaria muito feliz já que vivia dizendo que dinheiro não nasce em árvores. E Estrelinha era muito esperta. Sabia que podia trocar ouro por dinheiro e que, por mais que dinheiro não nascesse em árvores, ouro era deixado no final do arco-íris.

E sim! Havia um arco-íris logo ali! Estrelinha viu atrás da casa de sua avó um arco colorido e muito bonito. O melhor de tudo era que não parecia estar longe!

Estrelinha colocou a coleira em Lili e saiu da casa de sua avó dizendo que iria leva a sua parceira para passear e logo voltaria. O bairro era muito tranquilo, o que fez seus pais e sua avó não se preocuparem com o passeio de Estrelinha, afinal, ela já tinha sete anos!

A aventura do domingo pra Estrelinha e Lili começou ali. Elas andaram pelo bairro rumo ao arco-íris que parecia ficar mais perto e ao mesmo tempo mais longe à medida que o tempo passava.

Por que não conseguiam chegam nele? Os duendes realmente eram muito espertos...

Mas Estrelinha não ira desistir, tinha certeza que daqui a alguns passos iria conseguir chegar ao pote de ouro.

A casa da avó de Estrelinha foi sumindo e Lili começou a choramingar reclamando da caminhada que não parecia ter hora para acabar. Estrelinha parou um pouco e olhou novamente para trás procurando a casa de sua avó. Realmente ela já estava bem longe do seu ponto de partida. Seria melhor voltar?

Foi então que viu com temor o que aconteceu diante de seus olhos. O arco-íris sumiu! Os duendes devem ter percebido que Estrelinha e Lili estavam chegando e fizeram algo para esconder o arco-íris. Mas seria possível que eles pudessem esconder algo tão grande e colorido?

Estrelinha olhava para Lili tentando entender o que havia acontecido e concluiu com firmeza: Os duendes realmente são muito espertos.

Prometendo que um dia conseguiria driblá-los, Estrelinha deu meia volta e seguiu rumo à casa de sua avó com uma Lili cansada e aparentemente faminta.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Geração Atario

Certo dia, estava conversando com duas amigas sobre nossas infâncias. Uma delas falava a minha língua. A outra recordava-se de uma infância que era minha adolescência. Nesses momentos é que vemos como realmente existe uma geração Z, uma geração nunca precisou saber como era o barulho que a internet fazia ao tentar conectar-se pela linha telefônica.

A geração Z chegou ao mundo na década de 90 já entendendo de computadores, celulares com câmeras e, principalmente, globalização barata. Nunca conseguiram imaginar um mundo onde você só falava com alguém longe por telefone ou por mirc de madrugada por ser mais barato.

Recordando a minha infância recheada de atario e Carrossel, é que percebo a mudança que teve no decorrer dos anos. Sou da geração Y, os nascidos entre final de 70 e 90, uma época cheia de mudanças econômicas, políticas e tecnológicas no mundo inteiro.

Essas pessoas que, assim como eu, misturavam brincadeiras na rua com os amigos e vídeo-game viraram adultos que acreditam na sua capacidade para trabalhar e estudar, sendo determinados e desbravadores.

Foi essa geração que incentivou o desenvolvimento tecnológico, comprando produtos de última geração e exigindo cada vez mais dos fabricantes.

A exigência é uma característica forte dessa geração. Por ter crescido numa época de mudanças mundiais, as pessoas dessa geração sempre esperam mais, nunca ficando completamente satisfeitos. Sempre é possível melhorar.

Por isso a geração Y, que domina o mercado de hoje, faz o mundo parecer cada vez menor e se preocupa com causas globais impossíveis de serem vislumbradas na época de seus pais, tempos de pós-guerra.

Caso você seja da geração Y, esse é o seu momento. Daqui a alguns anos, quem irá torna-se os novos formadores de opiniões são os filhos do Z.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Profissão

Toda semana Estrelinha mudava de profissão. Às vezes queria ser atriz, outras vezes cantora, detetive, médica, florista, escritora. Sua mãe dizia que Estrelinha teria mil e uma profissões.
Mas havia uma profissão que Estrelinha sempre dizia que queria e nunca mudava:
- Mãe, eu vou ser atriz e bailarina.
- Eu vou ser uma cantora famosa e bailarina.
- Ah! Serei uma médica e bailarina.

Nunca houve uma bailarina que pudesse ser tantas coisas ao mesmo tempo. Mas Estrelinha, sem dúvidas, podia ser qualquer coisa e ainda se tornar uma delicada bailarina, afinal, Estrelinha tinha uma imaginação ilimitada.

A mãe de Estrelinha só ficava triste por não poder ajudar a sua filha a realizar o seu sonho. As aulas de ballet eram caras para o orçamento familiar que ficava cada vez menor. O irmãozinho de Estrelinha não havia saído da barriga da mamãe, mas já tinha tomado conta de boa parte da renda.

Depois de ler vários contos com bailarinas, Estrelinha só confirmava o que queria ser quando crescesse. A cor rosa combinava bem com ela.

Certo dia, a mãe de Estrelinha soube da pequena escola de bailarinas perto da escola na qual Estrelinha estudava e decidiu que faria um esforço para deixar sua filha seguir um sonho. Foi então que Estrelinha teve o seu primeiro encontro com o ballet fora das páginas de um livro.

A professora Raquel, uma mulher com um belo sorriso, conversou em um canto com a mãe de Estrelinha sobre as aulas. Enquanto isso, Estrelinha assistia fascinada as meninas vestidas como bailarinas fazendo movimentos leves com os braços e pernas.

Depois de conversarem, a professora Raquel se aproximou de Estelinha e perguntou o porquê ela queria fazer ballet.
- Porque eu li que as bailarinas são felizes dançando. Eu também quero dançar.

Estrelinha saiu de lá com a sua mãe rodopiando e muito feliz por saber que depois voltaria para lá e se tornaria uma bailarina com sapatilhas.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Domingo

A mãe de Estrelinha sempre diz que aos domingos toda família visita a casa da vovó.

Estrelinha sempre achou que isso era lorota, já que a Betina, a vizinha que tinha várias bonecas para brincar, não visitava avó nenhuma aos domingos. Mas Estrelinha não discordava da mãe. Achava legal ver sua avó.

A casa da avó de Estrelinha tinha cheiro de bolo de chocolate. Sempre que chegava a sua avó lhe dava um beijo na bochecha e uma fatia bem grande de bolo com muita calda de chocolate. Era a melhor parte.

Naquele domingo não foi diferente. Estrelinha chegou lá com o seu pai, sua mãe e a barriga da sua mãe, que já podia ser contada como mais um membro da família, e foram direto para a cozinha.

Seus pais ficavam conversando sobre coisas chatas como remédios, médicos e dinheiro. Estrelinha dava um jeito de fugir e ir brincar no quintal com a Lili.

A Lili era muito divertida. Ela corria quando Estrelinha jogava um galho do chão que caira do pé de goiaba e trazia de volta. Tinha o pelo curto e preto, as orelhas grandes caídas e era muito alegre.
Estrelinha e Lili passavam o dia brincando de pega-pega, de pega e traz e de detetive, que era a brincadeira preferida. Lili era sua parceira para descobrir os mistérios que envolviam o crime, geralmente, realizados pelo terrível Criminoso da Noite!

No final do dia, Estrelinha se despede de sua parceira, de sua avó e volta para o seu castelo com sua família, pensando que no próximo domingo, sem dúvidas, iriam conseguir pegar o Criminoso da Noite.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A escolinha

Estrelinha acordou nessa manhã de segunda com sua mãe lhe dando um beijo na testa seguido de um grande sorriso de bom dia.
- Acorde Estrelinha... Está na hora de ir pra escolinha.
- Meus olhos não abrem mãe. Eles querem dormir. - disse com preguiça na voz se virando na pequena cama.
- Pois diga pros seus olhos que se não abrirem não irão rever os seus amiguinhos hoje.
Estrelinha deu um salto da cama.
- Preciso me arrumar. - falou decidida.

O quarto de Estrelinha era pequeno e só tinha uma cama e um guarda-roupa branco que parecia ser de quarta mão. Mas Estrelinha nunca ligou pra isso. Sua mãe que sempre fala que um dia ainda irá dar para ela um quarto de princesa! Mas pra Estrelinha, aquele era o seu castelo.

Sua mãe a ajudou a colocar o uniforme da escola, blusa branca com um emblema azul no canto direito, a saia jeans e o tênis branco, afinal aquele laço é complicado demais!

Juntas foram pra cozinha e a mãe de Estrelinha a entregou um copo de leite morno como ela gosta e um pão francês com margarina e queijo. Bebeu tudo de uma vez, comeu o pão com pressa, pegou a pequena mochila cor de rosa e disse:
- Mãe! Vamos! Vamos!
- Calma Estrelinha.

A mãe de Estrelinha sempre precisava, antes de sair, deixar um recado na geladeira para o pai de Estrelinha informando pra onde iria. Ele passou a ficar mais preocupado com ela quando a barriga da mãe de Estrelinha começou a crescer e a ficar tão grande que Estrelinha não entendia como não iria explodir.
Uma vez ela perguntou pra sua mãe o que era aquilo:
- É o seu irmãozinho.
- Mas a cegonha vem junto daí de dentro?
- Não é a cegonha, Estrelinha. O seu irmãozinho está aqui porque eu comi um caroço de melancia.
Desde então Estrelinha não come mais melancia.

Quando chegou à escola, Estrelinha largou a mão da sua mãe e correu em direção ao pátio. Então parou como se tivesse esquecido algo e virou-se dando um tchau para a mãe que retribuiu com outro indo embora em seguida.

Estrelinha amava o colégio. Principalmente porque tinha uma biblioteca cheia de livros que ela consumia no lugar dos doces que a mãe a proibia de comer o tanto que quisesse.
- Só um bombom, Estrelinha. Os outros são pra amanhã.
Os livros sua mãe não proibia. Ao contrário. Adorava contar pra as amigas o quanto Estrelinha lia todos os dias. E assim, os livros se tornaram o maior vicio de Estrelinha. Todos os dias ela lia e todos os dias ela se divertia.

No primeiro dia de aula de Estrelinha ela reviu os amigos, fez novas amizades, brincou de pega-pega, estudou como uma boa menina e escolheu um livro pra ler na biblioteca que tinha na capa uma bailarina muito bonita.

Quando o dia no colégio acabou e já era hora de Estrelinha almoçar, ela saiu da sala e já encontrou o pai a esperando. Ambos foram pra casa a pé e Estrelinha passou o resto do dia lendo e cantando bem alto a nova música que aprendeu no seu primeiro dia de aula.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Início

Aqui começa uma pequena aventura cheia de contos e estórias que não se sabe ao certo se são escritas com "hi" ou com "e".

Como personagem principal temos a pequena Ester, ou melhor, Estrelinha que é como gosta que a chamem.

Tendo apenas sete anos, Estrelinha começa a tentar compreender melhor o mundo ao seu redor e a descobrir que exite pequenas diferenças entre a rua da frente de sua casa e uma estrada de tijolos amarelos.