Toda semana Estrelinha mudava de profissão. Às vezes queria ser atriz, outras vezes cantora, detetive, médica, florista, escritora. Sua mãe dizia que Estrelinha teria mil e uma profissões.
Mas havia uma profissão que Estrelinha sempre dizia que queria e nunca mudava:
- Mãe, eu vou ser atriz e bailarina.
- Eu vou ser uma cantora famosa e bailarina.
- Ah! Serei uma médica e bailarina.
Nunca houve uma bailarina que pudesse ser tantas coisas ao mesmo tempo. Mas Estrelinha, sem dúvidas, podia ser qualquer coisa e ainda se tornar uma delicada bailarina, afinal, Estrelinha tinha uma imaginação ilimitada.
A mãe de Estrelinha só ficava triste por não poder ajudar a sua filha a realizar o seu sonho. As aulas de ballet eram caras para o orçamento familiar que ficava cada vez menor. O irmãozinho de Estrelinha não havia saído da barriga da mamãe, mas já tinha tomado conta de boa parte da renda.
Depois de ler vários contos com bailarinas, Estrelinha só confirmava o que queria ser quando crescesse. A cor rosa combinava bem com ela.
Certo dia, a mãe de Estrelinha soube da pequena escola de bailarinas perto da escola na qual Estrelinha estudava e decidiu que faria um esforço para deixar sua filha seguir um sonho. Foi então que Estrelinha teve o seu primeiro encontro com o ballet fora das páginas de um livro.
A professora Raquel, uma mulher com um belo sorriso, conversou em um canto com a mãe de Estrelinha sobre as aulas. Enquanto isso, Estrelinha assistia fascinada as meninas vestidas como bailarinas fazendo movimentos leves com os braços e pernas.
Depois de conversarem, a professora Raquel se aproximou de Estelinha e perguntou o porquê ela queria fazer ballet.
- Porque eu li que as bailarinas são felizes dançando. Eu também quero dançar.
Estrelinha saiu de lá com a sua mãe rodopiando e muito feliz por saber que depois voltaria para lá e se tornaria uma bailarina com sapatilhas.
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